Aprenda a ler o gráfico

Se o gênero ou a raça dos vereadores expressasse de um modo equilibrado a distribuição de homens e mulheres e de brancos, negros e pardos na população brasileira, as 5.562* Câmaras municipais do Brasil produziriam uma imagem como essa, dividida exatamente na metade. Os quadrados de cima, pintados de azul, representam cidades em que há mais mulheres ou negros e pardos entre os vereadores do que na população. Os de baixo são o contrário: quanto mais vermelhos, maior é o excedente de brancos ou homens na Câmara. A realidade, porém, é bem diferente. Clique na setinha vermelha ao lado para continuar.

O Brasil real é assim

Os dados agora mostram a diferença real de raças entre representantes e representados. Veja como a linha pontilhada que separa os dois grupos de municípios está mais em cima. Só um em cada quatro municípios está acima da linha. Assim, a grande maioria terá em 2017 uma Câmara municipal mais branca que a população.

Entre os Estados, o RJ é o mais desigual

A diferença racial entre vereadores e população no Rio de Janeiro é a maior dos Estados brasileiros. Só 9 em 91 municípios têrão Câmaras menos brancas que a média dos seus moradores.

E o Acre é o oposto

O Acre é o único Estado em que os vereadores serão menos brancos que a população, em média. O gráfico abaixo mostra que isso ocorreu 16 dos 22 municípios acrianos.

O fosso entre homens e mulheres é ainda bem maior

A diferença de gênero é bem mais gritante do que a racial. Há uma proporção maior de mulheres eleitas para as Câmaras municipais em apenas 24 cidades. Em outras 1.288 - ou seja, quase 1/4 do total -, todos os vereadores serão homens.

O Sudeste é a região mais desigual em gênero

O gráfico abaixo é um retrato de Minas Gerais, o Estado com o maior número de municípios do País. Em MG, a proporção de homens nas Câmaras será de 40 pontos percentuais a mais que na população a partir de 2017, em média.

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* Só são analisados os 5.562 municípios brasileiros que têm Câmaras Municipais (ou seja, não entram na conta Fernando de Noronha-PE e Brasília-DF) e que existiam na época em que o Censo Demográfico de 2010 foi realizado. Os dados dos vereadoes eleitos são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os da população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).